Comércio eletrônico brasileiro evolui

O comércio eletrônico (vendas via Internet) brasileiro deu um salto de 42% entre os anos de 2006 e 2007. O volume de vendas pulou de R$ 4,4 bilhões (janeiro a dezembro de 2006) para R$ 6,3 bilhões em igual período do ano passado. O índice de crescimento, no entanto, ficou bem aquém daquele registrado entre 2005 e 2006 (76%) quando a movimentação do e-Commerce saltou de R$ 2,5 bilhões para R$ 4,4 bilhões. No entanto, a evolução em dois anos – R$ 2,5 bilhões para R$ 6,3 bilhões – representa um crescimento significativo de 152% nas vendas.

Os dados comparativos entre 2006 e 2007 foram obtidos pela Master Case Digital Business – empresa campo-grandense de soluções multimídia – junto ao Grupo de Pesquisas e-bit, responsável pela emissão do Web Shoppers, uma espécie de raio-x semestral do comércio eletrônico brasileiro. O relatório analisa a evolução da atividade, aponta as alterações de comportamento e as mudanças nos e-consumidores e faz diagnóstico de pontos ainda a serem desenvolvidos.

Segundo análise do relatório, o comércio convencional buscou em 2007 alternativas para estabilizar ou tentar elevar seu desempenho. “A Pressão do comércio virtual beneficia consumidores brasileiros uma vez que o varejo tradicional teve de buscar outros artifícios para, pelo menos, manter seu desempenho estável”, lembra Wilson Bento, diretor da Master Case. Isso fica claro em função das promoções, liquidações e queimas de estoques terem sido muito mais intensas em 2007, tudo com possibilidades de financiamento em 12 vezes ou mesmo em até seis parcelas sem juros pelo cartão de crédito.

Bento esclarece que, na verdade, o quadro apresentado aponta para uma tranqüilidade maior por parte das empresas que possuem tanto a atividade convencional quanto uma atividade de comércio eletrônico. Segundo ele, a atuação destas empresas nas duas frentes de vendas é fundamental para reter clientes. “Quem investe simultaneamente no comércio tradicional e no comércio virtual tem muito mais chances de sucesso no mercado pois atua em duas frentes: uma consolidada e outra em plena expansão”, afirma o diretor da Master Case.

Outros dados que chamam a atenção são referentes aos produtos mais vendidos pela Internet. Os campeões, segundo o relatório Web Shoppers são os livros e assinaturas de revistas e jornais, com 17% de todo o volume. Bem depois aparecem produtos de informática (12%) e eletrônicos (9%). “Isso mostra a tendência irreversível dos veículos de comunicação convencionais em investirem em uma versões virtuais que possam ampliar sua atividade comercial além de aumentar e fidelizar seu público; estamos realmente no caminho certo”, lembra Bento. É da Master Case o recente trabalho junto ao maior jornal do Mato Grosso do Sul, permitindo que ele ofereça tanto a assinatura convencional quanto uma assinatura virtual para acesso à todo conteúdo via Internet.

O relatório também aponta um sensível aumento do número de internautas que compram via Internet (pelo menos uma compra por ano). O número de e-consumidores, que em 2001 era de 1,1 milhão, disparou para 9,5 milhões, um crescimento de 864%. Só de 2006 para 2007 cresceu de 7 milhões para 9,5 milhões (cerca de 36%). “É inadmissível um empresário ignorar um público desses, principalmente levando-se em conta o seu poder aquisitivo”, comenta Wilson Bento. O levantamento da E-bit mostra que o tíquete médio no Brasil em 2007 (valor médio de cada compra virtual) foi de R$ 302,00.

O Web Shoppers também revela os períodos de 2007 onde a demanda pelas compras virtuais foi mais intensa. A data campeã é o Natal com um volume comercializado total de R$ 1,08 bilhão (17% de todo o faturamento). Em seguida aparecem o Dia das Mães (R$ 287 milhões), Dia das Crianças (R$ 276 milhões), Dia dos Pais (R$ 265 milhões) e Dia dos Namorados (R$ 227 milhões).

Fonte: Última Hora News

Rogerio Gomes

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