Comério Eletrônico, Cuidados Essências nos Negócios on-line

As empresas devem cuidar dos bens materiais, mas também dos ativos intangíveis, da marca e dos bancos de dados

As compras através do comércio eletrônico, on-line, no Brasil cresceram


em 2007, 40% em relação ao ano anterior , somando 20,4 milhões de pedidos e R$ 6,2 bilhões em faturamento. No ano passado, 9,5 milhões de brasileiros compraram pela Internet e, desses, cerca de 60 % consideram segura essa forma de compra. Os dados do Relatório Webshoppers, realizado pela e-bit e pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, revelam o crescimento geométrico do setor, ao mesmo tempo em que abre uma porta para crimes de pirataria de direitos autorais, de furtos de dados, de fraudes e de golpes contra as contas bancárias dos internautas e das empresas.

O alerta é da advogada, especialista em Direito Digital, Patrícia Peck Pinheiro, que esteve ontem, em Fortaleza, ministrando palestra sobre as principais questões relacionadas ao uso na nova tecnologia, à segurança da informação e as responsabilidades civil e criminal de quem usa a Internet, no Brasil. Convidada do Instituto Aldy Mentor, a especialista chama a atenção para cuidados redobrados e atuação preventiva que as pessoas e empresas devem adotar, diante da ausência de uma legislação específica para o setor no País.

Cuidados

Diante da insegurança que ainda permeia o comércio eletrônico e demais relações via Internet, Patrícia Pinheiro orienta as empresas para que armazenem com maior cuidado não apenas os bens materiais, mas sobretudo os ativos intangíveis  marca, bancos de dados, softwares, domínios e demais informações. Ela orienta ainda para que os internautas chequem as informações do ambiente em que se navegam, mantenha a senha em absoluto sigilo e para que só façam o pagamento de produtos e bens adquiridos pela Internet, após o recebimento da mercadoria e, ainda assim, com cartão de crédito.

Com o incremento do uso da ferramenta digital, meio no qual os dados mais sigilosos e críticos do negócio circulam em ambientes de mobilidade, em rede, explica a palestrante, “os problemas jurídicos estão migrando para o meio digital, tornando a segurança da informação essencial para a proteção do próprio negócio”. Nesse sentido, ela sugere maior orientação e treinamento aos próprios empregados sobre o uso adequado e legal da Internet.

Fonte: Diário do Nordeste

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