Som Automotivo – Como funciona um Som Automotivo?

O que tem em comum a viagem programada com antecedência, a saída para a balada e aquele domingo de sol com você a caminho da praia? Suas músicas preferidas tocando no som do seu carro, lógico.

O som que vai até seus ouvidos passa por vários equipamentos para que possa realmente empolgar você.

Conhecer cada um dos componentes do seu sistema de som automotivo é uma das maneiras mais seguras de ter um som de qualidade, com equipamentos que vão durar e proporcionar bons momentos de lazer.

Tudo começa no player do painel do carro. Existem modelos mais simples, apenas para reproduzir CD, convencionais ou de mp3 variando de 20 até 200 músicas. A coisa incrementa um pouco mais com os modelos que têm recursos como entrada para pendrive e tecnologia bluetooth. Nesse caso você pode até mesmo reproduzir músicas a partir de outros aparelhos como celulares e iPod. O player do som do seu carro pode virar uma central de diversão completa com telas, DVD e muito mais.

Montando seu palco sonoro

Imagine-se no show de sua banda preferida. Feche os olhos e ouça com nitidez cada instrumento, sinta a profundidade sonora e a localização espacial de cada tipo de som. É uma experiência única e é ela que você deve montar dentro do seu carro. Portanto, você precisa se imaginar sentado de frente para o palco, a voz e a música devem vir da frente do carro e não de trás.

O que nos leva ao segundo grande grupo de equipamentos em seu sistema de som automotivo: os alto-falantes, ou falantes. Você sabia que eles não são todos iguais? Cada tipo tem suas características e funções:

– FullRange: não é uma boa solução técnica, pois não existe falante que consiga reproduzir toda a faixa de frequência audível (20 a 20KHz) ao mesmo tempo. São confeccionados em papel e com borda rígida com tamanhos de 3″ a 6″. Também existem aqueles com difusor de agudos, um cone menor no centro do falante com o objetivo de reproduzir melhor as altas frequências.

– Coaxial: compostos por dois falantes em uma mesma peça – para graves (woofer) e para agudos (tweeter).  Tem tamanho que varia de 3″ a 6×9″ e já com a borda de borracha. Atualmente temos coaxiais profissionais de 12″ e 15″, mas ao invés de tweeter temos uma corneta.

– Cornetas: para reprodução de frequências médias a agudas. Composto por cone de plástico ou metal que pode ser separado de seu corpo principal.

– Triaxiais e Quadriaixiais: têm três e quatro falantes numa mesma peça para a reprodução de sons graves, médios e agudos. É uma opção barata para substituir um kit composto por falantes separados. Neste tipo, cada falante é produzido para funcionar melhor em cada faixa de frequência, otimizando o conjunto, (woofer para graves, mid-range para médios, tweeter para agudos e super-tweeter para “super-agudos” (agudos próximos a 12KHz). Seu tamanho varia de 5″ a 6×9″.

– Subwoofers: falantes específicos para reproduzir sons muito graves abaixo de 120Hz. Seu tamanho varia de 8″ a 21″. São pesados e por isso é necessário muita potência para fazê-los funcionar, de 100W a 1500W RMS.

– Woofer: muito parecido com o subwoofer, sendo a principal diferença a faixa de frequência trabalhada, em torno de 100Hz a 1KHz. Possui borda rígida, seu tamanho varia de 5″ a 18″.

– MidBass: especificamente projetada para reproduzir frequências média-graves, em torno de 100Hz a 5KHz. Possui borda de borracha para melhor reprodução das frequências graves, parecido com o Subwoofer. Tamanho entre 5″ a 8″.

– MidRange: para frequências médias de 200Hz a 5KHz que pertence a praticamente todos os instrumentos musicais. Geralmente de 3″ a 4″.

– Tweeter: Para as frequências agudas de 2kHz a 20kHz. São bem pequenos, entre 0,5″ a 3″ e confeccionados em diversos tipos de material, como papel, alumínio, cristal, derivados do plástico, niobium, neodímio, titânio, etc

Questão de potência

Ao escolher os falantes para seu sistema de som, fique de olho na potência indicada sem, é claro, se iludir com os números exagerados dos fabricantes. Potência medida em PMPO (que é a potência suportada por um pico de tensão com duração de milésimos de segundo) não é confiável, pois não existe até hoje padrão confiável para essa medida. O valor mais confiável é a potência RMS, a potência real dos falantes. Com esse valor você pode comparar os falantes do mercado.

A potência RMS indica a máxima potência que o falante suporta desde que esteja reproduzindo a faixa de frequência para que ele foi fabricado, isto é, a potência que ele suporta ao funcionar por bastante tempo reproduzindo uma música.

Instalação, eis a questão

Mesmo que você vá montar o som numa loja especializada, deve ficar atento a uma figura importante: o montador. Procure por empresas especializadas (nada de “fundo de quintal”, ou “amigo do amigo”) e, além disso, informe-se com clientes do montador sobre seu trabalho, rapidez e responsabilidade. Alguns sistemas de som automotivo precisam de um investimento mais “sério” em equipamentos. Vale a pensa deixar seu investimento na mão de qualquer um? Claro que não.

Escolhido o profissional, vale a pena ficar atento ao projeto montado. Via de regra, temos dois grandes tipos de projetos:

– Os kits que você já compra prontos, compostos por quatro coaxiais ou triaxiais. Estes podem ser ligados diretamente do player com um funcionamento satisfatório.

– Quem comprar as peças separadas (Subwoofer, MidBass, MidRange e Tweeter), para obter mais “pressão” no som, ou seja, mais potência, vai precisar investir em amplificadores. A instalação nesses casos não é feita diretamente no player. Isso porque cada falante é fabricado para reproduzir certa faixa de frequência. Para isso é preciso utilizar um equipamento chamado “crossover”, que “pega” a música que possui frequência de 20Hz a 20kHz e divide em 2 ou 3 canais com faixas de frequências diferentes, uma para cada falante. Esta peça é fundamental para proporcionar melhor definição sonora.

Prestando atenção nestes detalhes, escolhendo equipamentos de fabricantes reconhecidos e profissionais especializados, o som do seu carro tem tudo para te relaxar e divertir durante suas horas no trânsito!

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