Universalização da web vem gerando oportunidades de negócios com ganho de escala e baixo custo

Entrevista Exclusiva

O diretor geral da e-bit (empresa especializada em informações para o mercado de e-commerce) , Pedro Guasti, informa que no Brasil tem ocorrido um aumento significativo de internautas, uma população online brasileira que já chega a 10 milhões de consumidores e que em 2007 foi responsável por um faturamento de R$ 6,3 bilhões no comércio eletrônico. Guasti também revela algumas dicas e cuidados ao empreendedor que ingressa na web para divulgar e vender seu produtoTN BRASIL – Qual principal fator você atribui a este aumento no número de lojas virtuais no país nos últimos anos?

Pedro Guasti – O comércio eletrônico vem apresentando um crescimento médio de 50% nos últimos cinco anos e registrou em 2007 um faturamento de R$ 6,3 bilhões em bens de consumo. Somos praticamente 10 milhões de consumidores que já experimentaram pelo menos uma compra na web. Este desempenho desperta em muitos empreendedores uma excelente oportunidade de investimento abrindo diversas janelas de oportunidades.
Outro aspecto que impulsiona o mercado é a diversidade de produtos vendidos na rede que gera inúmeras oportunidades para os varejistas virtuais.

TN BRASIL – E como qualquer negócio que se preze começar uma atividade não é propriamente o problema, mas fazê-la funcionar e permanecer ativa é o grande desafio, e no caso de uma loja virtual onde o desafio é maior?

Guasti – Sem dúvida nenhuma o maior problema é a construção da marca. Uma nova loja virtual com marca desconhecida precisa provar a que veio. Confiança é um dos principais aspectos para a primeira compra. Outro desafio é oferecer os produtos nos canais onde está seu público alvo.

TN BRASIL – A falta de preparação dos empreendedores na hora de decidir abrir uma atividade online é a principal dificuldade?

Guasti – A grande maioria dos micro e pequenos investidores entra neste mercado completamente despreparado para o negócio. Pouquíssimos se preocupam em desenvolver um plano de negócios e estratégias de sobrevivência para os primeiros anos.

TN BRASIL – Quais algumas dicas a um novo empreendedor disposto a investir num projeto na web para que ele consiga imprimir a sua marca, uma personalidade própria do seu negócio no mundo digital?

Guasti – Investimento em mídia online deve ser considerado no plano de mídia como SEM (search engine marketing) ou SEO (search engine optimization) que em português significam a Otimização de Sites ou Otimização para Buscas, além de estratégias em e-mail marketing e publicidade online em geral. Sites de conteúdo colaborativo e de reputação de lojas a partir de pesquisas de satisfação com os próprios consumidores, como o site da e-bit também ajudam a construir marcas de sucesso.
Todas estas ferramentas de marketing online democratizaram a veiculação de produtos e serviços das pequenas e médias empresas a um custo relativamente baixo pelo benefício que geram para as empresas.

TN BRASIL – Sobre a movimentação de negócios na web são os reflexos positivos da economia nacional que projeta que o tíquete médio de compras pela internet ultrapasse pela primeira vez a barreira dos R$ 300,00?

Guasti – A macro economia interfere diretamente na elevação do tíquete médio online como no varejo como um todo. Aumento da massa salarial, controle da inflação e crescimento da economia são fatores importantes para o e-commerce, mas não são os únicos. Estamos assistindo uma mudança de cultura nas compras online. Até 2004 os novos consumidores começavam suas compras na web com Livros, CDs, DVDs e fitas de vídeo. Atualmente vemos em muitos casos as pessoas que nunca compraram na web comparando preços de produtos eletrônicos, informática, telefonia móvel em sites como BuscaPé e BondFaro e inaugurando suas compras com produtos de valor agregado mais elevado.

TN BRASIL – Em termos de publicidade online como o Brasil está avançando neste setor?

Guasti – Estamos evoluindo. Os investimentos em publicidade online devem ser algo em torno de 4% do todo no Brasil contra 10% a 15% em países mais desenvolvidos como EUA e Inglaterra.
Isto se deve ao fato da penetração de internet no Brasil ainda ser baixa, algo como 30% e ainda muito concentrada nas classes mais abastadas. Isto deverá mudar nos próximos anos com a popularização dos computados, banda larga e conseqüente entrada das classes C e D.

TN BRASIL – E o número cada vez maior de blogueiros participando do ambiente da web revela que a internet democratizou de vez o acesso a informação e ao direito de expressão?

Guasti – No conceito da Web 2.0 vemos a participação cada vez maior dos usuários em blogs, sites de relacionamento, pesquisas e opinião de tal forma que podemos consultar experiências prévias de outras pessoas antes de comprarmos produtos e serviços.
Cada vez mais as empresas devem se preocupar em rastrear a web para buscar suas marcas e produtos para entender as expectativas dos clientes, frustrações e necessidades.

TN BRASIL – E neste tempo existência da E-bit qual principal impacto você mensura ter acontecido em âmbito global com a chegada da internet e suas possibilidades no âmbito dos negócios, da informação e da prestação de serviço?

Guasti – A universalização da internet permitirá uma troca rápida, integrada e padronizada de informações entre as pessoas, países e continentes gerando inúmeras oportunidades de negócios para empresas com ganho de escala e baixo custo.

TN BRASIL – Sobre o assunto da inclusão digital no Brasil qual é o seu parecer sobre a atual realidade nesta matéria?

Guasti – Atualmente são aproximadamente 40 milhões de usuários de internet no Brasil algo pouco mais de 20% da população (188.298.099 habitantes, segundo dados do IBGE, em 2007). Com o barateamento das tecnologias, comunicação e financiamento aliada a acessos públicos em escolas, poupa-tempos e redes Wireless Wi-fi (internet sem fio) podemos dobrar o número de usuários em médio prazo colocando o Brasil na liderança mundial em número de internautas.

Fonte: TN BRASIL

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *